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domingo, 20 de maio de 2012

Resenha de: “O Pastor como Mestre e o Mestre como Pastor”; por John Piper e D. A. Carson.


O livro é dividido em duas partes, assim como essa resenha. 

Parte I – O Pastor-Mestre


Em uma leitura bastante agradável desse primeiro capítulo pude confirmar algumas coisas que já havia pensado, observado e sentido. A primeira é que a vocação para o ministério não é algo místico. Ou seja, ela não é um impulso desenfreado que nos agarra de tal maneira que tudo que podemos fazer é largar o que estamos fazendo e irmos para o púlpito. Por mais que as experiências dos apóstolos não excluam esse tipo de chamado na história, acredito que eles estavam em uma ocasião bastante especial e única, que poucos tiveram o privilégio de estar. Acredito que a forma convencional que Deus usa para chamar homens ao pastorado é progressiva e cheia de fazes onde cada uma é especialmente relevante para a formação intelectual e para a maturidade de cada ministro do Evangelho.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

A Missão do Ministério Desiring God




- Transcrição -



John Piper

Há temporadas na minha vida em que o fim do ano parece para mim como o fim da minha vida. Onde eu relaciono o fim desse ano como se este ano fosse a minha vida e está, agora, terminando. Agora eu encontro com Jesus e presto contas.
Eu creio que isso pode ser tremendamente proveitoso. Põem em perspectiva as prioridades do ano. E de repente você acorda e diz, “Oh, estou sonhando, tenho mais um ano”. Mas o fim dos anos têm tido um efeito edificante em mim para avaliar principalmente: “Eu tenho vivido o que eu ensino? Tenho seguido Ele com todo o meu coração e com toda minha alma? Ou estou começando a relaxar? Estou ficando preguiçoso? Estou começando a desfrutar as coisas a uma medida que Jesus está sendo diminuído?”.

Nöel Piper

Quando Johnny e eu nos casamos, nenhum de nós tinha uma teologia formada. Tínhamos um cristianismo básico. Através do seminário e do seu trabalho doutoral, enquanto seu pensamento e teologia estavam se formando, as minhas estavam se formando também porque eu revisava as suas notas. E quando ele sentia que estava atravessando uma revolução em sua teologia, isso parecia muito lógico para mim, e eu gradualmente chegava a esse ponto. E me parecia perfeitamente natural quando ele veio a chama-la de Hedonismo Cristão.
Nós podemos tomar prazer em Deus porque Deus toma tal prazer em si mesmo. E, a partir disso, vem o prazer em todas as suas boas obras, o que é toda a sua criação. Mas se nós tomarmos um atalho, e formos direto ao prazer das coisas criadas, então isso se torna idolatria. E cada criação nossa, não importa quão grandiosa ela seja, é somente um pequeno reflexo da glória criadora de Deus. Então é possível que o poema que eu escrevi ou essa torta de maça que cozinhei, ou o fato que eu posso fazer minha casa quase impecável de vez em quando, pode me dá tanto prazer que eu vou atrás apenas dessas coisas. Então isso começa a se tornar como C. S. Lewis escreveu em surpreendido pela Graça, onde tem um momento em que a alegria está de repente em você, ou o prazer está de repente em você, porque esta coisa que eu estava fazendo ficou tão boa que está melhor do que eu esperava. E então você corre atrás desse sentimento de novo. Vou tentar fazer torta de maçã de novo, só para eu ter o mesmo sentimento, porque eu estou indo atrás do sentimento em vez de imitar a Deus nessa criatividade.

Placa

“A Tua Palavra é a Verdade” João 17:17

Char Ransom

Naquele tempo, precisávamos de um pastor. Nós ouvimos que o pastor John tinha ido ao escritório e dito: “eu quero uma igreja”. Nós o entrevistamos e eu fiquei totalmente impressionada. Impressionada com as respostas dele para as nossas perguntas. Eu provavelmente fui a mais dura com ele. Ele respondeu das Escrituras e eu estava fascinada.
Eu fazia parte da equipe quando o pastor John estava escrevendo Em Busca de Deus. E nós revisávamos o livro durante as reuniões da equipe. Então nós tivemos uma prévia e, é claro, ele pregava para nós também. Então nós tivemos uma grande perspectiva do que este livro viria a ser, então foi emocionante quando finalmente foi publicado.
Naquele momento, Pastor John era praticamente desconhecido. Ele era conhecido como professor no Bethel Seminary, pelos estudantes e o corpo docente, mas praticamente desconhecido ao redor do mundo. E isso foi o que realmente impulsionou o ministério Desiring God e a ter crescido do que era alí até o que é hoje, o que é maravilhoso.
Eu creio que o Desiring God crecerá. Eu creio que quanto mais John escreve e prega ao redor do mundo, eu acredito que as pessoas entenderão a visão do que Desiring God significa e representa.

John Piper

No coração do Hedonismo Cristão está o Salmo 16:11 onde Deus diz: “... na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias perpetuamente”. E essas duas palavras: plenitude e delícias, para sempre; essas duas coisas juntas, meu coração maximamente satisfeito para sempre, por definição não podem ser melhoradas. O que significa que Deus é o lugar para seguir, o lugar para onde ir. Ele é o nosso tesouro. Então, o objetivo final de nossa vida é maximizar isso, é nos proteger de perder isso e ter isso tão completamente que transborda nas outras pessoas.
Eu creio de todo o meu coração que para o cristão, o melhor está sempre por vir. Quando eu penso no fruto final da minha vida, é o mesmo de sempre. Se o grão de trigo cai na terra e morre, fica sozinho. Pois bem, eu posso morrer! Eu posso morrer! Eu deveria ser melhor ao morrer com meus 60 anos que com meus 50 ou 40. E então se eu pudesse aprender a morrer para o pecado, morrer para o temor, morrer para a avareza, eu poderia viver novas possibilidades.
Eu amo as perspectivas que Deus tem para nós, para o Desiring God. O mundo apenas cruzou 7 bilhões de pessoas. Quem pode captar isso em sua cabeça? Simbolicamente significa que nós temos alcançado com a nossa mensagem, que nos parece tão valiosa, uma fração minúscula desse grupo. E o que é surpreendente é que ao redor do mundo, a rede alcança pessoas. Refiro-me as histórias que chegam a mim do Nepal, ou Indonésia, ou Rússia, que há pessoas se alimentando nas verdades do Hedonismo Cristão, através da rede me deixa estupefato. Então, parece-me que Deus está dizendo para mim como disse para Josué, “Já estás velho, entrando em dias, e ainda muitíssima terra ficou para se possuir” (Josué 13:1). Quando eu leio esta história de Josué, eu digo: “Sim, Senhor! Obrigado por falar dessa maneira comigo!”. E quero descer junto com John Paul Jones, nós apenas começamos a lutar quando se trata de alcançar 7 bilhões de pessoas com as boas novas do Evangelho e as boas novas que Deus é mais glorificado em nós quando nós estamos mais satisfeitos Nele.

Desiring God existe para propagar a verdade que Deus é mais glorificado em nós quando somos mais satisfeitos Nele.
Consideraria apoiar-nos nessa missão?


Se você ficou interessado e quer saber mais sobre Hedonismo Cristão recomendamos o que leia este texto em nosso blog. Visite o site DesiringGod.com e compre o livro Em Busca de Deus, da Editora Vida Nova. Clique nas imagens para acessar as páginas citadas.

    



Acompanhe o Blog:
     

“Esta é a permuta que, em sua bondade infinita, ele quis fazer conosco: recebeu nossa pobreza, e nos transferiu suas riquezas; levou sobre si a nossa fraqueza, e nos fortaleceu com o seu poder; assumiu a nossa mortalidade, e fez nossa a sua imortalidade; desceu à terra, e abriu o caminho para o céu; fez-se Filho do homem, e nos fez filhos de Deus.” João Calvino

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Série Q&A - Importa para que pessoa da Trindade nós oramos? - John Piper






- Transcrição -

Importa para que pessoa da Trindade nós oramos?


Sim, eu acho que importa. Mas está orando errado não significa que está na categoria de pecado condenável e talvez não esteja na categorial de pecado nenhum.
O Espírito Santo foi mandado para o mundo, de acordo com João 16, para glorificar o Filho. E Ele glorifica o Filho nos guiando para o Ele e nos levando a vê-lO como base para o nosso acesso ao Pai. O Filho veio para morrer pelos nossos pecados a fim de nos levar para Deus.
Então o padrão que você encontra quase uniformemente – eu disse quase uniformemente – por todo o Novo Testamento é orar ao Pai em nome do Filho pelo poder do Espírito Santo. Então foi nos dito para orarmos “em Espírito” em Efésios 6 :18. “Ore em Espírito”.
“Ore em nome de Jesus”, eu acho que significa “baseado no que Jesus fez para fazer nosso acesso a Deus possível”, a saber, seu sangue e justiça. Então quando eu digo “em nome de Jesus” no final da oração, eu quero dizer “porque Jesus morreu por mim e ressuscitou, cobrindo meus pecados comunicando e imputando justiça a mim, eu tenho acesso ao Pai”. “Por causa Dele.” – é isso que “em nome de Jesus” significa.
Eu não conheço nenhum exemplo ou encorajamento para orar... Não, não, não. Isso não é verdade. Eu queria dizer, “orar para o Espírito Santo”. Mas “Venha Espírito Santo” não é uma má oração para o Espírito Santo.
Mas se você tem o costume de orar para o Espírito Santo todo o tempo – “Você é meu benfeitor. Eu oro a você” – você estaria fora do padrão do Novo Testamento.
Então, minha resposta essencial  - e isso já foi me perguntado muitas vezes – é para seguir o padrão da Bíblia, isto é, ore ao Pai em nome de Jesus pelo poder do Espírito Santo, isto é, na dependência da ajuda do Espírito.
Mas de tempos em tempos, “Maranata! Venha Senhor Jesus!” não é uma má oração. “Espírito Santo, caia sobre nós e nos conceda um doce batismo” não é uma má oração.
Então, em geral, orar ao Pai, mas ocasionalmente, expressar sua Personalidade e seu próprio amor por ele, dizendo ao espírito e ao filho que você os ama e que você gostaria que eles viessem em plenitude é uma boa coisa.

Por: John Piper. © Desiring God. Website: desiringGod.org
Tradução e Adaptação: Hélio Sales


Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir esse material da forma que desejar, desde que indique as informações supracitadas, não altere o seu conteúdo original nem o utilize com qualquer fim comercial e lucrativo.



“Esta é a permuta que, em sua bondade infinita, ele quis fazer conosco: recebeu nossa pobreza, e nos transferiu suas riquezas; levou sobre si a nossa fraqueza, e nos fortaleceu com o seu poder; assumiu a nossa mortalidade, e fez nossa a sua imortalidade; desceu à terra, e abriu o caminho para o céu; fez-se Filho do homem, e nos fez filhos de Deus.” João Calvino

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Série Q&A - Onde e como você aprendeu a pregar? - John Piper




- Transcrição -               

              Eu não sei. Vendo meu pai, quando eu tinha seis, oito, dez, vinte anos. Vendo como não fazer em vários lugares. Sendo incapaz de falar na frente de um grupo da quinta série até o meu segundo ano de faculdade. Eu acho que eu fui aprendendo a pregar durante esse tempo porque eu estava tão machucado, tão ferido, tão desencorajado e tão desesperado que eu tinha que ir profundamente a Deus, e profundamente às Escrituras, e profundamente à dor, e Deus foi fazendo um pregador fechando minha boca.
             Você não se torna um pregador eficaz se tornando eloquente e efetivo comunicador aos dezesseis anos. Você se torna um comunicador inteligente, mas você não se torna um pregador das santas coisas de Deus. Então essa foi uma parte.
                Eu não sei. Os cursos que eu fiz em pregação foram marginalmente úteis. Eu tirei a menor nota no seminário em minha classe de pregação. Eu acho que eu tirei C menos na classe de pregação de Jamos Daane no Seminário Fuller1. Nós nunca concordávamos com nada, exceto no princípio de que todo sermão deveria ter um ponto, ele disse isso repetidas vezes. Então eu tirei uma péssima nota lá. Mas havia outros professores que...
                Eu acho que a maneira pela qual eu me tornei um pregador foi por ter sido apaixonadamente excitado pelo que eu estava vendo na Bíblia no seminário. Apaixonadamente excitado! Quando Filipenses começou a se abrir para mim, Gálatas a se abrir para mim, Romanos a se abrir para mim, o Sermão do Monte a se abrir para mim em classes de exegeses, não homiléticas, mas exegéticas, tudo em mim estava sentido, “Eu quero dizer isso para alguém! Eu tenho que achar um jeito de dizer isso para alguém porque isso é demais! Isso é incrível!”.
                Então, para pregadores hoje que vão a todo lugar menos na Bíblia para achar alguma coisa interessante ou algo cintilante e apaixonante, eu digo, “Eu não entendo! Eu não entendo nada disso!”. Porque eu tenho que trabalhar duro para deixar a Bíblia e ir a outro lugar para achar uma ilustração, porque tudo na Bíblia está me fascinando! E é esse senso de ser fascinado pelo que está aqui – por Deus que está aqui, e por Cristo que está aqui, e pelo Evangelho que está aqui e pelo Espírito que está aqui, e pela vida que está aqui – sendo fascinado por isso, eu apenas digo, “Isso tem que sair!”.
                E então eu suponho como isso sai. O que é isso? Eu não sei o que é isso. A razão pela qual eu digo as coisas desta forma é que porque eu sou assim mesmo. É devido em parte a eu ser um escritor, sabe, eu estudei linguagem um pouco. Meu Deus, mil coisas vão através de sua vida e ninguém pode copiar ninguém. Eu não sei. Deus nos faz quem nós somos. Eu não acho que há muito que você pode fazer pra se tornar um pregador, exceto conhecer sua Bíblia e ser inacreditavelmente excitado sobre o que está lá. E amar muito as pessoas, isto é, você querer se conectar com as pessoas e com o que está na Bíblia.


1Fuller Theological Seminary. Clique aqui para ver o site do seminário, ou aqui para ver seu
artigo na Wikipédia em inglês (mais completo), ou aqui para ver em português.



Por: John Piper. © Desiring God. Website: desiringGod.org

Postagem Original: Where and how did you learn to preach?

Tradução e Adaptação: Hélio Sales

Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir esse material da forma que desejar, desde que indique as informações supracitadas, não altere o seu conteúdo original nem o utilize com qualquer fim comercial e lucrativo.




“Esta é a permuta que, em sua bondade infinita, ele quis fazer conosco: recebeu nossa pobreza, e nos transferiu suas riquezas; levou sobre si a nossa fraqueza, e nos fortaleceu com o seu poder; assumiu a nossa mortalidade, e fez nossa a sua imortalidade; desceu à terra, e abriu o caminho para o céu; fez-se Filho do homem, e nos fez filhos de Deus.” João Calvino

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Série Q&A - Qual seu hino favorito? - John Piper




- Transcrição -

Eu costumada dizer “Se a Deus suplicas força eauxílio” (If Thou but Suffer God to Guide Thee). Eu o aprendi na Alemanha quando estava lá, e ele tem uma teologia que é profunda. E então eu costumava dizer que o meu próximo favorito era “Deus se move de forma misteriosa, Para realizar suas maravilhas; Ele imprime suas pegadas no mar, E cavalga sobre a tempestade”. (God moves in a mysterious way)

Agora há tantas canções contemporâneas carregadas com o Evangelho que eu amo o som, canções que estão vindo do Sovereign Grace – o Somente em Cristo, essetipo de canções –, que seria difícil para mim escolher uma favorita.

Mas eu acho que se eu morresse agora – cair morto antes disso terminar –, e Noel tivesse que tivesse que planejar meu funeral, eu tenho certeza de que ela voltaria para aqueles que estiveram conosco nesses 41 anos em nosso casamento. Eu canto para a minha filha toda noite e eu inventei palavras para a música “Se a Deus suplicas força eauxílio”, então essa é ainda querida para mim. Ao mesmo tempo, eu amo muito as novas músicas contemporâneas que exaltam a Cristo e honram o Evangelho. Provavelmente ela agitaria com uma dessas.


Por: John Piper. © Desiring God. Website: desiringGod.org

Postagem Original: What is your favorite hymn?

Tradução e Adaptação: Revista Reformada

Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir esse material da forma que desejar, desde que indique as informações supracitadas, não altere o seu conteúdo original nem o utilize com qualquer fim comercial e lucrativo.




“Esta é a permuta que, em sua bondade infinita, ele quis fazer conosco: recebeu nossa pobreza, e nos transferiu suas riquezas; levou sobre si a nossa fraqueza, e nos fortaleceu com o seu poder; assumiu a nossa mortalidade, e fez nossa a sua imortalidade; desceu à terra, e abriu o caminho para o céu; fez-se Filho do homem, e nos fez filhos de Deus.” João Calvino

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Série Q&A - Por que eu preciso de outras pessoas se eu já tenho a Jesus? - John Piper





- Transcrição -

Eu tenho um amigo que diz que nós não deveríamos prestar contas à igreja porque isso significa que nós não estamos confiando em Cristo sozinho para nos libertar do pecado. O que você diria sobre isso?

                Eu provavelmente citaria a Bíblia onde Deus diz em muitas maneiras, “Exorte um ao outro. Admoeste um ao outro. Ensine um ao outro. Confesse seus pecados um ao outro”.

                Tudo isso são meios de graça apontados por Deus para nos ajudar a estarmos dirigidos a Deus. Então é uma lógica superficial dizer, “Uma confiança real em Jesus não necessita de mais ninguém”.

                De fato, Paulo escreveu em 1 Coríntios 12 “Não diga à mão: Não tenho necessidade de ti”. E uma lógica superficial diria, “Oh! Então se o olho disser para a mão, ‘eu preciso de você’, então você não precisa tanto de Jesus”. Isso é superficial.

                Deus ordenou que sua graça viesse diretamente através da leitura da Bíblia e da oração, e que viesse indiretamente através do “Ask Pastor John” (Pergunte ao Pastor John). Se a pessoa me faz essa pergunta, por que eles estão fazendo isso? Apenas vão para Deus. Vocês não precisam de mim.

                Mas você precisa de mim. Você precisa do David. Você precisa do seu pastor. Você precisa dos seus pais. Você precisa dos seus amigos.

                Todos precisam de pessoas, porque Deus estabeleceu isso – aqui está a chave – para conseguir mais glória através da igreja e sua interação do que através de poucos indivíduos solitários isolados por todo o mundo enviando suas pequenas orações de louvor em armários solitários e nunca recebendo nada de ninguém e nunca dando nada para ninguém. “Só eu e Deus, totalmente satisfeito, e você não existe. Eu só tenho a Deus, e isso é tudo que eu preciso”.

                Deus olha para esse possível mundo e diz, “Não, não é uma boa ideia. Eu irei criar uma coisa orgânica chamada, em primeiro lugar, humanidade, enraizada em Adão como o cabeça da aliança. E depois, dentro disso, eu criarei um novo povo, enraizado em Jesus Cristo. E ele terá muitos membros. E esses membros são membros um dos outros. E todos eles estão canalizando graça” (1 Pedro 4:9-10 define o que dom espiritual é e dom espiritual é como administramos a graça de Deus).

                Então, eu tenho um dom que a minha igreja quer que eu dê a eles. Ele se chama pregação. Todo domingo o que eu estou fazendo – eu oro e espero – é está indo para Deus, estudando sua Palavra, aprendendo coisas sobre Ele, se deleitando nEle, e então compartilhando tudo que eu vi com meu povo.

                E eles estão recebendo isso através de mim. Graça está fluindo por mim. Se eles sempre me elevarem para a origem dessa graça, então eles estão comprometendo sua fidelidade a Jesus. Mas se eles estão agradecendo a Deus e dizendo, “Aqui está outra pessoa que está canalizando graça a mim, Palavra para mim, amor para mim, ajuda para mim”, e tudo isso vem de Deus, então Deus ganha mais glória, não menos glória.

                Então eu diria, comece apenas olhando para os textos bíblicos onde diz, “Admoeste um ao outro”, o prestar contas é implícita na palavra “admoeste”. Então sair de lá para o princípio de que, em última análise, Deus criou um mundo, uma igreja, de tal forma que diversas unidades orgânicas glorificam mais a Ele do que uma relação individual e solitária com Jesus.


Por: John Piper. © Desiring God. Website: desiringGod.org

Postagem Original: Why do I need other people if I already have Jesus?

Tradução e Adaptação: Revista Reformada

Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir esse material da forma que desejar, desde que indique as informações supracitadas, não altere o seu conteúdo original nem o utilize com qualquer fim comercial e lucrativo.




“Esta é a permuta que, em sua bondade infinita, ele quis fazer conosco: recebeu nossa pobreza, e nos transferiu suas riquezas; levou sobre si a nossa fraqueza, e nos fortaleceu com o seu poder; assumiu a nossa mortalidade, e fez nossa a sua imortalidade; desceu à terra, e abriu o caminho para o céu; fez-se Filho do homem, e nos fez filhos de Deus.” João Calvino

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Hedonismo Cristão - John Piper

A Felicidade de Deus: Fundação Para o Hedonismo Cristão
Por John Piper
  
Jeremias 32:36-41
“E por isso agora assim diz o Senhor, o Deus de Israel, acerca desta cidade, da qual vós dizeis: Já está dada na mão do rei de Babilônia, pela espada, e pela fome, e pela peste: Eis que eu os congregarei de todos os países para onde os tenho lançado na minha ira, e no meu furor e na minha grande indignação; e os tornarei a trazer a este lugar, e farei que habitem nele seguramente. E eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus. E lhes darei um só coração, e um só caminho, para que me temam para sempre, para seu bem e o bem de seus filhos, depois deles; e farei com eles um pacto eterno de não me desviar de fazer-lhes o bem; e porei o meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de mim. E alegrar-me-ei por causa deles, fazendo-lhes o bem; e os plantarei nesta terra, com toda a fidelidade do meu coração e da minha alma.”

                Eu me referi a ideia do hedonismo cristão uma vez em um serviço de verão, e um pai veio a mim depois e disse: “Você sabia que nossa garotinha pensou que você estava dizendo paganismo cristão?” Eu sei que mesmo quando eu pronuncio claramente (Hedonismo Cristão) alguns de vocês provavelmente ainda pensarão “paganismo” porque você acredita que hedonismo é uma filosofia de vida pagã. E provavelmente você está certo, porque o significado popular de hedonismo é a busca do prazer e a indiferença moral. Em 2 Timótio 3:4, Paulo nos avisa que nos últimos dias os homens seriam “mais amigos dos deleites do que amigos de Deus”. E com certeza nós estamos nesses dias.

domingo, 24 de abril de 2011

Revista Reformada Nº 5 - A Soberania Absoluta de Deus

Na Revista Reformada Nª 5 John Piper nos mostra como a Soberania de Deus sobre todas as coisas tem comandado a vida desse grande pastor. 

No texto base que John Piper usa, Romanos 9, ele nos mostra como Paulo expõe a doutrina da Eleição e a Soberania de Deus, e como Deus é livre para fazer o que lhe apraz.

Você pode fazer o Download da Revista em PDF por qualquer link, ou você pode lê-lo abaixo.

domingo, 20 de março de 2011

Revista Reformada N° 2 - O que é a doutrina da Trindade?

Olá irmão. Hoje sai mais uma edição da Revista Reformada.

Este número traz um estudo feito pelo pastor, escritor e conferencista John Piper.

Nessa edição John Piper ensina um pouco sobre a doutrina da Trindade. Doutrina essa que é tão importante para poder conhecer e entender melhor nosso Deus.

Para fazer o download basta clicar em qualquer link abaixo.



Você está autorizado e incentivado a baixar, produzir e distribuir esse material desde que não use para fins lucrativos e comerciais.
Para postagens na web, basta indicar com um link o blog revistareformada.blogspot.com.



"Esta é a permuta que, em sua bondade infinita, ele quis fazer conosco: recebeu nossa pobreza, e nos transferiu suas riquezas; levou sobre si a nossa fraqueza, e nos fortaleceu com o seu poder; assumiu a nossa mortalidade, e fez nossa a sua imortalidade; desceu à terra, e abriu o caminho para o céu; fez-se Filho do homem, e nos fez filhos de Deus." João Calvino

quarta-feira, 16 de março de 2011


Espírito Santo: Autor da Escritura

Texto escrito em 26 de Fevereiro de 1984 por John Piper

2 Pedro 1:20-21
“Sabendo, primeiramente, isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação; Porque a profecia nunca foi produzida por vontade dos homens, mas os homens da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo.”

Em 27 de Junho de 1819, Adoniram Judson batizou seu primeiro convertido em Burma. Sua esposa, Ann Hasseltine, descreveu como Moung Nau respondeu à Escritura: “Poucos dias antes eu estava lendo com ele as palavras de Cristo no Sermão do Monte. Ele estava profundamente impressionado e dotado de uma solenidade incomum. ‘Estas palavras’, disse ele, ‘tomaram-me as entranhas; fizeram-me tremer. ’”. Deus falara através do profeta Isaías, 2.700 anos atrás e disse, “… mas, para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra… Ouvi a palavra do Senhor, vós, os que a temeis” (Isaías 66:2, 5).

O Impacto da Bíblia na História

Por dois mil anos, a Bíblia tem se entranhado em diversos homens e os feito tremer — primeiro, de medo, porque revela nossos pecados, então com fé, porque revela a Graça de Deus. Um único versículo, Romanos 13:13 (“Andemos honestamente, como de dia: não em glutonarias e bebedeiras, não em impudicícias e dissoluções, não em contendas e inveja.”), convenceu e converteu o imoral Agostinho. Para Martinho Lutero, um monge miserável, a luz irrompeu através de Romanos 1:17 (“Porque no evangelho é revelada, de fé em fé, a justiça de Deus, como está escrito: Mas o justo viverá da fé.”). Diz ele:

Noite e dia ponderei até ver a conexão entre a justiça de Deus e a declaração de que “o justo viverá da fé”. Então eu tomei para mim que a justiça de Deus é essa retidão pela qual, através da graça e pura misericórdia, Deus justifica-nos pela fé. Daí em diante, senti que havia renascido e partido por portas abertas para o paraíso. (Here I Stand, p. 49)

Para Jonathan Edwards, foi 1 Timóteo 1:17. Ele disse:

O primeiro exemplo, do qual me recordo, deste tipo de doce deleite interior em Deus e nas coisas divinas, que desde então muito vivenciei, foi na leitura dessas palavras, 1 Tim. 1:17: “Assim, ao Rei eterno, imortal, invisível, Deus único, honra e glória pelos séculos dos séculos. Amém!” Ao ler essas palavras, veio à minha alma … uma impressão da glória do Ser Divino; uma nova sensação diferente de qualquer coisa que eu, antes, experimentara. Nunca quaisquer palavras da Escritura me pareceram como essas. (Works, vol. 1, p. xii)

De século a século, do Egito à Alemanha, da Alemanha à Nova Inglaterra, a Bíblia vem trazendo pessoas a Cristo, renovando-as.

A Bíblia como a Palavra do Homem e a Palavra de Deus

Por quê? Por que a Bíblia tem esta relevância e poder contínuos? Acredito achar a resposta em nosso texto - 2 Pedro 1:20–21: “Sabendo, primeiramente, isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação; porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo. ”. Esta passagem ensina que, quando você lê a Escritura, o que você está lendo não vem somente de um homem, mas também de Deus. A Bíblia é uma obra de muitos homens diferentes. Mas também é muito mais que isto. Sim, homens falaram. Eles falaram com sua própria linguagem e estilo. Contudo, Pedro menciona duas outras dimensões do seu falar.

Falar da parte de Deus, Movido pelo Espírito Santo

Primeiro, eles falaram da parte de Deus. O que tinham a dizer não era meramente vindo de suas limitadas perspectivas. Eles não são a origem da verdade que falam; eles são o canal. A verdade é a verdade de Deus. Seu significado é o significado de Deus.
Segundo, não é apenas o que eles falaram da parte de Deus, mas como eles falaram isto, controlados pelo Espírito Santo. “Homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo”. Deus não revelou simplesmente a verdade aos autores da Escritura e então partiu, esperando que eles a comunicassem corretamente. Pedro diz que, ao comunicarem-na, eles foram conduzidos pelo Espírito Santo. A confecção da Bíblia não foi deixada às habilidades de comunicação meramente humanas; o próprio Espírito Santo levou o processo à sua completude.
Um livro recente de três ex-professores meus (LaSor, Hubbard, and Bush, Old Testament Survey, p. 15) expressa-o da seguinte maneira:
Para assegurar precisão verbal, Deus, na comunicação de sua revelação, tem de ser verbalmente preciso e a inspiração tem de se estender às próprias palavras. Isto não significa que Deus ditou todas as palavras. Em vez disso, seu Espírito penetrou tanto a mente do escritor, que ele escolheu de seu próprio vocabulário e experiência precisamente aquelas palavras, pensamentos e expressões que exprimiam a mensagem de Deus com precisão. Neste sentido, as palavras dos autores humanos da Escritura podem ser vistas como a Palavra de Deus.

Não apenas Profecias, mas Toda a Escritura

Alguém poderia dizer que 2 Pedro 1:20–21 só tem a ver com profecia, e não com toda a Escritura do Antigo Testamento. Mas observe atentamente como ele argumenta. No verso 19, Pedro diz que uma palavra profética cresceu em sua certeza por sua experiência com Jesus no monte da transfiguração. Então, nos versículos 20–21, ele dá suporte à autoridade dessa palavra profética dizendo que ela é parte da Escritura. Versículo 20: “Nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação.”. Pedro não está dizendo que só as partes proféticas da Escritura são inspiradas por Deus. Ele está dizendo, nós sabemos que a palavra profética é inspirada precisamente porque é “profecia da Escritura”. A afirmação de Pedro é que tudo quanto está na Escritura é de Deus, escrito por homens que foram conduzidos pelo Espírito Santo.
Ele ensina o mesmo que Paulo em 2 Timóteo 3:16: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça”. Nenhuma das Escrituras do Antigo Testamento veio de um impulso humano. Toda ela é verdade vinda de Deus, pois homens movidos pelo Espírito Santo falaram da parte de Deus.

E quanto aos escritos do Novo Testamento?

          Mas e quanto ao Novo Testamento? Experimentaram os apóstolos e seus associados próximos (Marcos, Lucas, Tiago, Judas, e o escritor de Hebreus) inspiração divina ao escreverem? Foram eles “conduzidos” pelo Espírito Santo para falarem da parte de Deus? A Igreja cristã sempre disse que sim. Jesus disse aos seus apóstolos em João 16:12–13: “Tenho ainda muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora; quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir”. Então o apóstolo Paulo confirma isso quando diz, do seu próprio ensino apostólico, em 1 Coríntios 2:12–13: “Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, e sim o Espírito que vem de Deus, para que conheçamos o que por Deus nos foi dado gratuitamente. Disto também falamos, não em palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas ensinadas pelo Espírito, conferindo coisas espirituais com espirituais”. Em 2 Coríntios 13:3 disse que Cristo falava através dele. E em Gálatas 1:12 ele disse : “Porque eu não o recebi [o evangelho], nem o aprendi de homem algum, mas mediante revelação de Jesus Cristo.”. Se tomarmos Paulo para nosso modelo sobre o que significa ser apóstolo de Cristo, então seria justo dizer que o Novo Testamento, como o Antigo, não veio meramente de homens mas também de Deus. Os escritores do Antigo e Testamento falaram ao serem movidos pelo Espírito Santo.

O Espírito Santo é o Autor Divino da Escritura

A doutrina que emerge é esta: O Espírito Santo é o autor divino de toda a Escritura. Se esta doutrina é verdadeira, então as implicações são tão profundas e de tão longo alcance que cada parte de nossas vidas deveria ser afetada. Eu quero falar sobre essas implicações nesta manhã. Contudo, para nosso próprio fortalecimento e para aqueles ainda hesitantes às voltas de comprometerem-se com a doutrina, deixe-me primeiro esboçar a base de nossa persuasão.

Chegando a uma Fé Racional nas Escrituras

A maioria das pessoas chega a uma confiança racional na Bíblia como Palavra de Deus de uma maneira semelhante a essa. Isso acontece em três estágios.

1. Nós Somos Culpados Diante de Deus

Primeiro, o testemunho de nossa consciência, a realidade de Deus sob a natureza e a mensagem da Escritura vêm juntas ao nosso coração para nos dar a inescapável convicção de que somos culpados diante de nosso Criador. Essa é uma convicção racional porque a persuasão de que há um Criador sobre este mundo, e a persuasão de que somos culpados por não honrá-lo e agradecê-lo como devemos, não são saltos irracionais no escuro; elas são forçadas sobre nós pela nossa experiência e pensamento sincero sobre o mundo.

2. Jesus Ganha Nossa Confiança

O segundo passo em direção de uma convicção racional de que a Bíblia é a Palavra de Deus, é que Jesus Cristo é mostrado a nós. Alguém lê, ou nos conta a história desse homem incomparável que falou e agiu de modo tão maior que o de um homem. Vemos a autoridade que ele reivindicou para perdoar pecados, e comandar demônios, e controlar a natureza, vemos a pureza de seu ensino moral, sua rendição completa à vontade de Deus, sua calma brilhante sob interrogatório, sua fúria justa contra hipócritas, sua ternura com as crianças pequenas, sua paciência com os humildes que o buscavam, sua submissão inocente à tortura, e ouvimos dos seus lábios as palavras mais doces, mais imprescindíveis, jamais pronunciadas: “Eu dou a minha vida em resgate por muitos.” E então pela força auto autenticada de seu caráter e poder incomparáveis, Jesus ganha nossa confiança e segurança, e nós o tomamos como Salvador de nosso pecado e Senhor de nossa vida. E isso não é uma convicção irracional. É a maneira como todos vocês tomam decisões racionais sobre a quem vocês vão confiar sua vida. É naquela babá que vocês vão confiar para cuidar de suas crianças, ou naquele advogado para dar bons conselhos, ou naquele amigo para guardar seu segredo? Você olha, escuta, e finalmente é persuadido (ou não) de que aquela pessoa é um terreno firme para sua confiança.

3. Seguimos o Ensino e o Espírito de Jesus

Uma vez que o caráter e o poder de Jesus capturaram nossa confiança, então ele se torna o guia e a autoridade para todas nossas futuras decisões e convicções. Então, o terceiro passo no caminho de uma convicção racional de que a Bíblia é a Palavra de Deus, é deixar o ensino e o espírito de Jesus controlar como nós avaliamos a Bíblia. Isso acontece de pelo menos duas maneiras. Uma é que aceitamos o que Jesus ensina sobre o Antigo e o Novo Testamento. Quando ele diz que a Escritura não pode falhar (João 10:35) e que nem uma letra, ou um ponto, passará da lei até que tudo seja cumprido (Mateus 5:18), concordamos com ele e baseamos nossa confiança no pelo Testamento sobre sua confiabilidade. E quando ele escolheu doze apóstolos para fundar sua igreja, dando-lhes sua autoridade para ensinar, e prometeu enviar seu Espírito para guiá-los na verdade, concordamos com ele e creditamos os escritos desses homens com a autoridade de Cristo.
A outra maneira que o ensino e o espírito de Jesus controlam nossa avaliação da Bíblia, é que reconhecemos, nos ensinamentos da Bíblia, os multicoloridos raios de luz, refratados através do prisma de Cristo, em quem chegamos a confiar. E assim como Cristo nos capacitou a extrair sentido da nossa relação com Deus e trazer harmonia a esta, também os muitos raios da sua verdade, em toda parte da Bíblia, nos capacitam a extrair sentido de centenas de nossas experiências de vida, e ver o caminho para a harmonia. Nossa confiança na Escritura cresce à medida que compreendemos que Jesus afirmou isto e à medida que compreendemos que os ensinos ali contidos são tão incomparáveis quanto Jesus mesmo. Progressivamente, eles nos ajudam a decifrar os quebra-cabeças da vida: casamentos em falência, crianças rebeldes, vício em drogas, nações em guerra, o retorno das folhas na primavera, as insaciáveis petições do nosso coração, o medo da morte, o nascimento de crianças, a universalidade do louvor e da culpa, o predomínio do orgulho, e a admiração da autonegação. A Bíblia confirma sua origem divina repetidamente ao nos fazer compreender nossa experiência no mundo real e ao apontar o caminho para a harmonia.
Espero, daqui por diante, que uma das doutrinas que nós nutramos na Igreja Batista Bethlehem, com força suficiente para morrer por ela (e viver por ela!) é a de que o Espírito Santo é o autor divino de toda a Escritura. A Bíblia é a Palavra de Deus, não meramente a palavra de homens.

Implicações para Tudo na Vida

Ah, se tivéssemos o dia todo para falar sobre as implicações maravilhosas dessa doutrina! O Espírito Santo é o autor da Escritura. Portanto, ela é verdadeira (“A tua justiça é justiça eterna, e a tua lei é a verdade.” Salmo 119:142) e totalmente confiável (“para que por duas coisas imutáveis, nas quais é impossivel que Deus minta, tenhamos poderosa consolação, nós, os que nos refugiamos em lançar mão da esperança proposta;” Hebreus 6:18). É poderosa, operando seu propósito em nossos corações (“Também agradecemos a Deus sem cessar, pois, ao receberem de nossa parte a palavra de Deus, vocês a aceitaram não como palavra de homens, mas segundo verdadeiramente é, como palavra de Deus, que atua com eficácia em vocês, os que crêem.” 1 Tessalonicenses 2:13 - NVI) e não retornando vazia para Aquele que a enviou (“Porque, assim como a chuva e a neve descem dos céus e para lá não tornam, mas regam a terra, e a fazem produzir e brotar, para que dê semente ao semeador, e pão ao que come, 11  assim será a palavra que sair da minha boca: ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei.” Isaías 55:10–11). É pura, como prata refinada na fornalha sete vezes (“As palavras do Senhor são palavras puras, como prata refinada numa fornalha de barro, purificada sete vezes.” Salmo 12:6). É santificadora (“Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade.” João 17:17). Dá vida (“Desvia os meus olhos de contemplarem a vaidade, e vivifica-me no teu caminho.” Salmo 119:37; “Isto é a minha consolação na minha angústia, que a tua promessa me vivifica.” 119:50; “Nunca me esquecerei dos teus preceitos, pois por eles me tens vivificado.” 199:93; “Estou aflitíssimo; vivifica-me, ó Senhor, segundo a tua palavra.” 119:107; “Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade.” João 6:63; “Mas Jesus lhe respondeu: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus.” Mateus 4:4). Torna sábio (“Também por eles o teu servo é advertido; e em os guardar há grande recompensa.” Salmo 19:7; “Tenho mais entendimento do que todos os meus mestres, porque os teus testemunhos são a minha meditação. Sou mais entendido do que os velhos, porque tenho guardado os teus preceitos.” 119:99–100). Dá prazer (“Os preceitos do Senhor são retos, e alegram o coração; o mandamento do Senhor é puro, e alumia os olhos.” Salmo 19:8; “Deleitar-me-ei nos teus estatutos; não me esquecerei da tua palavra.” 119:16; “Se a tua lei não fora o meu deleite, então eu teria perecido na minha angústia.” 119:92; “Os teus testemunhos são a minha herança para sempre, pois são eles o gozo do meu coração.” 119:111; “Tribulação e angústia se apoderaram de mim; mas os teus mandamentos são o meu prazer.” 119:143; “Anelo por tua salvação, ó Senhor; a tua lei é o meu prazer.” 119:174) e promete grande recompensa (“Também por eles o teu servo é advertido; e em os guardar há grande recompensa.” Salmo 19:11). Dá força aos fracos (“A minha alma se consome de tristeza; fortalece-me segundo a tua palavra.” Salmo 119:28) e conforto aos perturbados (“Sirva, pois, a tua benignidade para me consolar, segundo a palavra que deste ao teu servo” Salmo 119:76), guia aos perplexos (“Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para o meu caminho.” Salmo 119:105) e dá salvação aos perdidos (“A salvação está longe dos ímpios, pois não buscam os teus estatutos.” Salmo 119:155; “e que desde a infância sabes as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela que há em Cristo Jesus.” 2 Timóteo 3:15). A sabedoria de Deus nas Escrituras é inexaurível.
Quão preciosos para mim são teus pensamentos, ó Deus! Quão vasta é a soma deles! Se eu fosse contá-los, seriam mais que os grãos de areia.


Por: John Piper. © Desiring God. Website: desiringGod.org




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“Esta é a permuta que, em sua bondade infinita, ele quis fazer conosco: recebeu nossa pobreza, e nos transferiu suas riquezas; levou sobre si a nossa fraqueza, e nos fortaleceu com o seu poder; assumiu a nossa mortalidade, e fez nossa a sua imortalidade; desceu à terra, e abriu o caminho para o céu; fez-se Filho do homem, e nos fez filhos de Deus.” João Calvino
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